Aprender a suportar a dor não é força. É desconhecimento.

Quando a dor vira rotina

Durante muito tempo, muitas mulheres aprenderam a conviver com a dor como parte da rotina.

Cólicas intensas, desconforto na relação, dor ao evacuar ou ao urinar, fadiga constante… tudo isso, em algum momento, já foi normalizado.

E, aos poucos, isso construiu uma crença perigosa: a de acreditar que ela tem que suportar.


A falsa ideia de força

Suportar a dor passa a ser visto como algo esperado por todos e como sinônimo de força.

Mas isso não é verdade.

Suportar a dor, na maioria das vezes, é consequência da falta de informação sobre o que está acontecendo no corpo.

É não saber que aquela dor não deveria estar ali.
É não entender que existem caminhos possíveis e acessíveis para o tratamento.
E, muitas vezes, o que faltou foi o acesso a uma abordagem que fosse além do controle dos sintomas imediatos.


Ignorar a dor muda a forma do corpo funcionar

No caso da endometriose, isso se torna cada vez mais evidente.

Estamos falando de uma doença inflamatória crônica, que pode gerar dor persistente, alterações na função intestinal e urinária, impacto nas relações e na qualidade de vida como um todo.

E, ainda assim, muitas mulheres seguem tentando “aguentar”.

O problema é essa tolerância tem um preço.

Quando a dor se mantém por muito tempo, o organismo passa por mudanças importantes:

  • aumento da sensibilidade,
  • maior tensão muscular,
  • respostas de proteção constantes,
  • alterações na forma como o sistema nervoso processa os estímulos.

Ou seja, não é só a dor que permanece.
O corpo inteiro passa a funcionar de forma diferente.

E quanto mais tempo esse ciclo se mantém, mais complexo ele se torna.


Mudar o olhar é o primeiro passo

Por isso, mudar a forma de enxergar a dor é um passo essencial.

Dor não é algo que deve ser suportado.
É um sinal de alerta.

E ignorá-lo pode sair muito caro!

Dores crônicas precisam de tratamento multidisciplinar. A medicação é parte do tratamento, mas, sozinha, não vai conseguir sustentar os resultados por muito tempo.


Um novo caminho no tratamento da endometriose

No contexto da endometriose, isso significa entender que o tratamento precisa ir além da lesão.

É preciso olhar para a musculatura, para o comportamento do sistema nervoso, para as adaptações que o corpo desenvolveu ao longo do tempo.

Quando esse olhar se amplia, novas possibilidades de melhora surgem.

De maneira oposta, abordagens que consideram apenas em um aspecto, apresentam resultados limitados e temporários.

É preciso ir além do básico e olhar para a mulher com endometriose de maneira mais ampla, respeitando a complexidade e a possível gravidade dessa doença.

Com o tratamento mais direcionado para o seu caso, a dor deixa de ser algo que controla a rotina para se tornar algo que pode, de fato, ser controlada – de maneira efetiva e sustentável.

A endometriose pode até fazer parte do seu dia a dia.

Mas as dores não!

@michelleneryfisio

#dorpelvica #endometriose #colicasintensas #dorcronica

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Michelle Nery

Olá! Eu sou Michelle Nery, fisioterapeuta especializada em Dor pelo Albert Einstein Instituto Israelita de Estudo e Pesquisa, palestrante e mentora de negócios. Me formei em 2004, tenho formação no método Pilates e uma trajetória de duas décadas dedicadas ao tratamento da dor crônica.

Minhas especialidades em Fisioterapia
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Olá! Eu sou Michelle Nery, fisioterapeuta especializada em Dor pelo Albert Einstein Instituto Israelita de Estudo e Pesquisa, palestrante e mentora de negócios. Me formei em 2004, tenho formação no método Pilates e uma trajetória de duas décadas dedicadas ao tratamento da dor crônica.

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